Brancos espaços em branco.

Não dava pra começar a escrever sem falar mais um vez da
minha saudade de ser amor aqui. Entre muito projetos (entre eles, um filho) eu
to tentando ainda achar um espacinho na rotina louca da maternidade que se joga
no mundo com mil funções pra me dedicar também a esse espaço aqui, espaço de
amor, espaço de casa.

Criei o blog, o projeto casamor, pra tentar falar um pouco
mais da minha percepção do mundo como casa, da casa dentro da gente e como a
gente transforma isso tudo num lar. Agora o meu lar tem mais um morador, então
vocês vão ver um pouco do Benjamin aqui também que tá começando a descobrir o
universo fora da primeira casinha dele.

Aqui em casa tudo se transformou desde que o Benja chegou. A
nossa vida, rotina, sono e espaço.Não se fui meio lenta e despreocupada ou se
fui atenciosa e observadora (na maternidade isso é constante, a gente vive
entre dois lados o tempo todo), mas em relação ao espaço nada mudou da noite
pro dia. Assim como fomos conhecendo o Benja, fomos entendendo suas necessidades
e juntos fomos identificando o que precisava ser reposicionado, trocado ou o
que realmente estava faltando naquele lugar. E foi assim com tudo, desde as
roupinhas do Benja até os mobiliários da casa. Hoje sinto que estamos bem
próximos do que o espaço representa pra gente mas não me incomoda de nos transformarmos
todos novamente pra receber uma nova fase.

Ainda tem muito espaços em branco por aqui. Prateleiras sem
objetos. Móveis vazios. E coisas improvisadas em cantos estranhos. Mas meus
olhos se sentem mais a vontade ao entenderem que já já tudo ganha uma nova cor
sem muito esforço. Prefiro deixar esses espaços para recordações que ainda estamos
pra descobrir. Novas viagens, passeios, fotografias e aniversários.

Considero os espaços em branco uma das partes mais
importantes do planejamento. Deixe que seu lar diga sobre a sua história.
Entrar em um cantinho qualquer que seja e sentir um cheiro diferente, olhar pra
cores nunca vistas e ser motivado instantaneamente a imaginar de onde veio cada
pedacinho que montou e decorou aquela estante é uma das sensações que eu mais
aprecio ao entrar em uma casa. As vezes as histórias não precisam ser contadas,
elas simplesmente são imaginas e as vezes não serão reveladas se são reais. O
importante disso tudo é que as histórias nos aproximam de sensações e
sentimentos deixando muito mais humano e real o que foi anteriormente
planejado.

É exatamente essa conexão com o nosso canto que embeleza e decora. É a ligação de dentro pra fora. Que a sua casa possa morar dentro de você pra contar pro mundo a simplicidade de viver. 


 

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