Um caso de amor.

Tenho algumas boas lembranças da minha infância. E entre o cheiro de suspiro na casa da vó e os tombos na tentativa de aprender a andar de bicicleta, eu me lembro bem de já decidir que queria ser arquiteta.
Eu provavelmente não sabia o nome certo e o que fazia um arquiteto exatamente, mas eu sabia que queria construir a minha casa. E queria que ela fosse do jeitinho que se encontrava na minha mente ao seis anos de idade.
Hoje, com 24 anos, ela ainda tá morando na minha cabeça. Ela já sofreu algumas reformas, mudanças e adaptações mas ganhou amor e mais amor. Amor pelo que estudo, pesquiso, aprendo e desaprendo.
E é por esse e nesse amor que decidi compartilhar essa aventura que tem sido navegar pelo universo da arquitetura entendendo a nossa ligação com casa.

“A casa é uma das maiores forças de integração para os pensamentos, as lembranças e os sonhos do homem. Nessa integração, o princípio de ligação é o devaneio. (…) Sem ela, o homem seria um ser disperso. Ela mantém o homem através das tempestades do céu e das tempestades da vida. É corpo e é alma. É o primeiro mundo do ser humano. Antes de ser “jogado no mundo” (…), o homem é colocado no berço da casa.’ {Gaston Bachelard}

P.S.: E por último mas não menos importante um agradecimento como o calor de um abraço a uma pessoa que sonhou comigo e me ajudou a tornar isso realidade. Mari Magno, uma amiga que possui inúmeros talentos e o mais precioso deles é fazer a gente feliz. Obrigada!

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